12 de nov de 2009

DISLEXIA - AUTORA RENATA JARDINI

A dislexia foi denominada antigamente de dificuldade específica de aprendizagem da leitura e escrita. Sua primeira definição foi proposta por Orton (1937), que julgava a dificuldade ser proveniente de falhas no desenvolvimento da dominância do hemisfério cerebral esquerdo para a linguagem.

Adoto a seguinte definição, descrita pelo Prof. Ian Smythe, especialista internacional sobre a dislexia:

"São alterações resultantes de limitações sensoriais discretas ou de anomalias na organização dinâmica dos circuitos cerebrais responsáveis pela coordenação vísuo-audio-motora. Os indivíduos acometidos são portadores de diferenças de aprendizagem específicas, não tratando-se portanto de uma patologia e sim de um modo diferente de pensar, não uma incapacidade".

O "nome" dislexia pode, muitas vezes, rotular a criança, estigmatizando- a como um problema a ser resolvido e, como conseqüência, passa a enfrentar muitas dificuldades, decorrentes desta discriminação. Porém, todo e qualquer rótulo é fruto da ignorância sobre o tema, da falta de informação e interesse em compreender o distúrbio e suas diversas formas de abordá-lo. As experiências sobre este tema, por nós vivenciadas, faz-nos crer que a discriminação sofrida por uma criança disléxica nasce anteriormente na atitude do educador, que se depara com suas limitações para ensinar, do que com as deficiências apresentadas pela própria criança.

Etiologia

Atualmente é unânime a constatação de que trata-se de um distúrbio de origem neurológica, congênito e hereditário, sendo comum apresentar-se em parentes próximos. Quanto à predominância sexual, há controvérsias, mas encontra-se mais publicações referindo que há maior incidência no sexo masculino (7 meninos para 3 meninas), confirmados por Shaywitz et al. (1996).

As alterações no processamento cerebral têm sido atualmente pesquisadas pela Neuropsicologia e Neuroquímica. Estudos recentes pela equipe do Dr. Fagerheim, da Noruega, descobriram que o gene DYX3, do cromossomo 2 estaria relacionado aos distúrbios da leitura e escrita (Martins, 2001). Estudos bioquímicos estão sendo desenvolvidos em relação à quantidade de testosterona no cérebro devido a maior incidência de disléxicos no sexo masculino.

A Neurofisiologia, com estudos de Larsen et al. (1990); Rumsey et al. (1997), destaca que nos disléxicos há homogeneidade nos volumes cerebrais e ausência de assimetria, baseada em pesquisas realizadas por meio do PETSCAN (mapeamento de neurônios acoplado à ressonância cerebral magnética, pela emissão de pótitrom).

As possíveis alterações emocionais ou comportamentais apresentadas por crianças disléxicas não são fatores etiológicos do problema e sim conseqüências do mesmo, que não corretamente diagnosticado e tratado, leva comumente às perdas escolares e sociais, passíveis de causarem graves conseqüências emocionais. Condemarin & Blomquist (1986) sugerem que a psicoterapia é um método adequado de tratamento apenas numa minoria dos casos e que é desejável adiar a consideração da necessidade de psicoterapia até que os efeitos do ensino terapêutico sejam evidentes, pois na maioria dos casos, as crianças com distúrbios da leitura e escrita melhoram quanto à adaptação da sua personalidade quando começam a ter êxito na atividade escolar. Deve-se ressaltar, também, que as condições sócio-financeiras da família, bem como sua estabilidade emocional não são fatores etiológicos da dislexia, podendo, no entanto, agravar o distúrbio, uma vez que alteram a estabilidade e promovem desarmonia no seio familiar.

Quadro Clínico

No quadro clínico encontram-se eletroencefalograma (EEG) normal; exame neurológico normal; tomografia computadorizada encefálica (TCE) normal; possíveis atrasos ou alterações resistentes de fala, o que poderia atentar-se para a pré-dislexia (Caraciki, 1994); dificuldades de aprendizagem; acuidade visual normal; acuidade auditiva normal; alterações no Processamento Auditivo Central (PAC); PETSCAN alterado e ressonância nuclear magnética por imagem (RMI), com volumes cerebrais homogêneos e ausência de assimetria cerebral. Inteligência normal ou acima da média.

Fica claro que uma equipe multidisciplinar faz-se necessária para o diagnóstico da dislexia, que, é de exclusão, uma vez que a maioria dos exames clínicos convencionais apresentam resultados dentro da normalidade. Esta equipe dará a devida orientação e/ou continuidade ao tratamento a ser realizado.

Fatores Fortes

A dislexia é comumente descrita enfocando-se os fatores fracos dos disléxicos, sua falhas ou seqüelas, que são inúmeros quando comparados às performances dos indivíduos ditos "normais". O próprio educador e os pais podem relatar, com minúcias, todos os erros e equívocos que estes indivíduos cometem, sendo esta questão a grande problemática.

Reparo, baseada em experiência clínica e em contato com inúmeros disléxicos com os quais convivo, que a insistência em enfocar-se o lado "doente" dos disléxicos faz-nos seres limitados, comparados ao seu brilhantismo, quando reabilitados. Talvez pelo fato dos disléxicos lidarem com os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, simultaneamente, muitas vezes sem predomínio de dominância cerebral, têm potencialmente, desenvolvidas mais habilidades, que trabalhando em conjunto, capacitam-nos acima dos “normais”, realizando com maestria, inúmeras atividades ao mesmo tempo. Quando reabilitados, conscientes de seu potencial e ao mesmo tempo de suas dificuldades, controlam a dispersão, desenvolvem a atenção e a disciplina, que são fatores fundamentais para o seu sucesso e alcançam êxito nas habilidades de linguagem.

Acredito que a ênfase deveria ser dada à "saúde" do disléxico, ou seja, suas potencialidades, que são, sem qualquer sombra de dúvida, ilimitadas, quando comparadas aos "normais". Este enfoque, positivista do caso, tem sua importância para pais, professores e para os disléxicos em geral, pois lhes abre caminho para o sucesso, em lugar de fechar-lhes as portas. Isto é facilmente observável quando reabilitamos adultos disléxicos, que muitas vezes chegam aos consultórios com queixas indefinidas, que abrangem insatisfações pessoais com performances linguísticas abaixo de seu real potencial.

Assim sendo, destaco alguns destes fatores, como: ótimo nível intelectual, criatividade acima do esperado, bom humor, fácil socialização, sendo o "amigo de todos", facilidade em quebrar paradigmas, genialidade, inventividade, aptidões intuitivas e artísticas, habilidade em lidar com múltiplas situações ao mesmo tempo, facilidade em desenvolver a inteligência emocional, e em alguns casos, maior facilidade com o cálculo matemático.

Fatores Fracos

Como citado anteriormente, por tratar-se de uma patologia com características sindrômicas, muitos sintomas podem estar presentes nos indivíduos disléxicos. Fica então claro que a observância de apenas uma ou duas características não é evidência da presença da patologia, que ressaltando mais uma vez, deve ser avaliada por especialista e equipe multidisciplinar.

TIPOS DE DISLEXIA

Dislexia Predominantemente Visual:

. inversões (letras, sílabas, palavras, frases). Ex.: pra/par, sol/los, pedra/preda, quebra/breca;

. omissões (letras, sílabas, palavras, linhas). Ex.: óculos/óclos, relógio/relógo, entrada/etrada;

. aglutinações de palavras na frase. Ex.: /omeninopu loua cerca/,

. não corta o /t/;

. não pinga o /i/;

. trocas espaciais (b/d, p/q, 2/5, 12/21, par/pra, as/sa);

. espelhamento resistente de números e letras;

. não soletra, não analisa nem sintetiza a palavra, decompondo-a em letras;

. dificuldade na coordenação e ritmo;

. confusões na leitura. Ex.: esguia/estria, mamadeira/madeira, aflição/afiliaçã o;

. neografismos (cria letras que são a somatória de duas ou mais, como /d/ cortado;

. neologismos (na fala, inventa palavras. Ex.: enfestado=arrumado para uma festa);

. disgrafias (letra ilegível e irregular);

. dificuldades na leitura de palavras (decodificação, lê errado embora entenda o que leu);

. confusão de direita com esquerda;

. falta de predomínio da dominância cerebral (ambidestrismo? );

. desajeitado, derruba tudo, às vezes hiperativo;

. dificuldade para dar laçadas;

. dificuldades em memorizar nomes, telefones;

. dificuldades com memória imediata, repetir em seguida, frases ouvidas;

. dificuldades com fisionomias;

. dificuldades ao vestir-se (avesso e direito);

. dificuldades na compreensão leitura (textos);

. dificuldades na produção de textos com seqüência lógica temporal e coerência;

. confusão com antônimos (abrir/fechar, /dentro/fora) ;

. não memoriza matérias decorativas e tabuadas;

. confunde-se ao preencher formulários, gabaritos e tabelas com linhas e colunas;

. confunde-se na seqüência das perguntas ao responder questionários, gabaritos;

. não gosta de ler, estudar e escrever;

. dificuldade com línguas estrangeiras;

. apresenta desatenção, dispersão;

. apresenta resistência em atender ordens e limites;

. apresenta resistência ao conservadorismo, método e rotina;

. demonstra pouco asseio pessoal e higiene;

. apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual (acha-se "burro");

Dislexia Predominantemente Fonológica:

. troca letras surdas/sonoras (p/b, t/d, k/g, f/v, x/j, s/z);

. troca arquifonemas (ar, an, as, al)

. troca vogais (/a/ por /o/, /e/ por /i/, /o/ por /u/);

. troca nasais (n/m, ão/am, em/eim, ã/am);

. troca grupos consonantais (pra/pla);

. omissões (letras, sílabas, palavras, linhas);

. comete muitos erros no ditado;

. dificuldades com sinônimos;

. fica no "mundo da lua";

. apresenta lentidão ou imprecisão em dar respostas;

. dificuldades com a seqüência dos fatos ao contar casos;

. dificuldades com a leitura (decodificação, lê errado embora entenda o que leu);

. dificuldades na compreensão da leitura de textos;

. dificuldades na produção de textos com seqüência lógica temporal e coerência;

. dificuldade em resumir idéias, textos;

. confusão com antônimos (abrir/fechar, dentro/fora) ;

. falta de predomínio da dominância cerebral (ambidestrismo? );

. confusão de direita com esquerda;

. não soletra (não analisa, não sintetiza, decompondo-a em letras);

. não memoriza matérias decorativas;

. não memoriza tabuada;

. dificuldade com línguas estrangeiras;

. demora muito para responder ou responde equivocadamente;

. não gosta de ler, estudar e escrever;

. apresenta baixa auto-estima afetiva e intelectual;

. é inseguro;

. apresenta desatenção, dispersão;

Dislexia Mista:

Apresentam uma somatória ou a presença de vários itens descritos anteriormente, sendo mais trabalhosa sua reeducação.

Sugestões importantes para sala de aula

  1. Colocá-lo de frente e no centro da lousa, preferencialmente na 1ª carteira.
  1. Tê-lo sempre perto da professora, que supervisiona seus trabalhos, principalmente na organização e seqüência das atividades.
  1. Escrever claro e espaçado na lousa, delimitando as partes da lousa (duas ou três partes no máximo) com uma linha divisória vertical bem forte.
  1. Escrever cada parte da lousa com uma cor de giz. Ex.: à esquerda com branco, centro com amarelo e à direita com azul claro.
  1. Explicar que estas divisórias são feitas somente na lousa, para facilitar a leitura e não devem ser reproduzidas no caderno das crianças.
  1. Exigir disciplina e concentração no conteúdo abordado, permitindo interrupções e opiniões espontâneas, desde que pertinentes ao assunto. Dizer ao aluno caso sua colocação esteja fora de contexto.
  1. Valorizar sempre o conteúdo trabalhado e “tolerar” as dificuldades gramaticais, como letra maiúscula, parágrafo, pontuação, acentuação, caligrafia irregular, etc. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
  1. O disléxico geralmente tem dificuldade com a orientação e organização espaciais. Pode, sem perceber, pular folhas do caderno, pular linhas indevidamente, escrever na apostila trocada, fazer anotações em locais inadequados. Mostrar sempre o certo, não punir o erro e não criticá-lo pela falta de atenção. Diminuir a tolerância à medida que os anos escolares se sucedem.
  1. O disléxico geralmente tem dificuldade em ficar sentado na carteira por muito tempo seguido. Permitir que levante-se, aponte o lápis, vá até a lousa, ou outro movimento que o relaxe, exigindo que retorne ao lugar em seguida.
  1. Ser sempre clara e sucinta nas explicações das ordens dadas oralmente, preferencialmente dando exemplos e mostrando onde quer que faça a atividade. Ex.: do lado direito superior da folha, mostrar o lado e a orientação.
  1. Em lugar de dizer o que não deve ser feito, diga sempre o que é esperado que se faça e como é para ser feito. Repetir a ordem se necessário.
  1. Elaborar aulas com material visual, claro, criativo, que chame atenção.
  1. Usar sempre mais de um canal de aprendizagem e informação, com diferentes recursos audio-visuais. Ex.: entonação na voz, dramatização, sons, desenhos, texturas, luzes, músicas, descobertas, retroprojetor, data show, etc. além da tradicional memorização de aulas expositivas.
  1. Estar sempre em contato com o profissional que atende a criança, sabendo quais as letras que já foram trabalhadas para que possa ser exigido o acerto.
  1. Não trabalhar no limite, esperando que com o tempo vai passar. Sempre entrar em contato com a coordenação, com os pais, com os profissionais que assistem o disléxico. O stress do professor só piora o quadro, traz frustração e afeta a motivação de todos. Mantenha o bom humor e a confiança de que haverá sucesso.
  1. Trabalhar sempre com o erro como forma de aprendizado e nunca como meio de punição. Ex.: se trocou letras, mostrar o erro, ler o erro, produzir o erro e estimular a classe a corrigi-lo, sem estigmatizar o aluno
  1. Produzir erros “de propósito” para que os alunos descubram. Só aquele que aprendeu pode corrigir.
  1. Estimular atividades conjuntas, onde um começa, o outro continua e vice-versa. Ex.: troca de cadernos, o aluno é o professor, trocam os lugares, ficam os cadernos, etc.
  1. Não dar muitos exercícios repetidos. O disléxico não aprende pela repetição, ao contrário, cansa-se mais facilmente e desmotiva-se.
  1. Criar novas formas de ensinar a mesma coisa, pedir que as crianças elaborem exercícios, tornando-se co-autoras do aprendizado.
  1. Em um texto espontâneo, valorizar as idéias, o conteúdo. Dar notas separadas para a idéia e para a escrita.
  1. Em provas de outras disciplinas, como ciências, história, etc., corrigir pelo conteúdo e não descontar nota por erros de português. Aumentar a exigência à medida que avançam os anos escolares.
  1. Em avaliações, sublinhar (se possível) o que se está pedindo, destacando-se do enunciado da pergunta. Ensinar a criança a destacar as palavras-chave do texto.
  1. Não exagerar na quantidade de tarefa e sim na qualidade. Não permitir que os pais corrijam a tarefa, para que o professor possa avaliar o nível de aprendizado e reestruturar o conteúdo.
  1. Delimitar em colunas os cálculos matemáticos, para que não se confunda na orientação espacial.
  1. Aceitar respostas objetivas, diretas, curtas, desde que contenham a resposta solicitada. Aumentar a exigência à medida que os anos escolares avançam.
  1. Os textos do disléxico tendem a ser desorganizados, com falhas na seqüência dos fatos e excesso de pronomes. Explicar e numerar os parágrafos.
  1. A leitura do disléxico geralmente é muito ruim, porém a compreensão pode estar preservada. Ele pode ler palavras trocadas, de conteúdo semântico semelhante. Ex.: /unir/ por /juntar/; /beber/ por /tomar/. Tolerar, desde que a compreensão seja preservada.
  1. Se o professor não entendeu o que o aluno escreveu, a letra, ou o que ele quis dizer, solicitar que ele leia sua escrita, antes de corrigir.
  1. Não privilegiar o disléxico em nada, apenas compreender que suas dificuldades são reais e neurológicas, que ele necessita tratamento especializado para evoluir como os demais.
  1. O disléxico é tão inteligente ou mais que os outros alunos. Apresenta falhas de percepção de origem neurológica. Ele não erra de propósito, nem dispersa-se porque não está interessado. Necessita de variedade e flexibilidade por parte do professor, além de uma boa dose de paciência e tolerância.
  1. Disciplina, organização e criatividade são os fatores chave para que um disléxico tenha sucesso em sala de aula. A rigidez e os modelos pré-concebidos não se encaixam com este aluno.
  1. As disciplinas que envolvem memorização são dificilmente assimiladas. Use preferencialmente cartazes com resumos, com cenas, figuras alusivas ao tema, dramatizações, filmes, que facilitem a associação com o conteúdo a ser memorizado.
  1. Ensinar o aluno a resumir, extrair as palavras-chave da frase, do parágrafo, do texto.
  1. Ensinar o aluno a parafrasear, isto é, dizer com suas palavras o que entendeu, passando para a escrita.
  1. Ensinar o aluno a ler, parar e avaliar se compreendeu. Não permitir que leia toda a página para chegar a conclusão, no final, de que não entendeu nada.

Sempre procurar literatura especializada, orientação e metodologia adequadas

CHECK LIST PARA ADULTOS

Você responderia sim para:

  1. Quando escrevendo você evita usar uma palavra porque não consegue saber sua ortografia?
  2. Tem dificuldade para preencher formulários, gabaritos?
  3. Tem dificuldade para ler livros?
  4. Tem dificuldade em falar línguas estrangeiras, pronunciar palavras estrangeiras?
  5. Tem dificuldade para entender línguas estrangeiras?
  6. Tem problemas para soletrar o alfabeto?
  7. Tem problemas para soletrar palavras sem erros?
  8. É difícil entender jogos de palavras, trocadilhos, piadas?
  9. Tem problemas com várias instruções ao mesmo tempo?
  10. Confunde-se com recados telefônicos?
  11. Perde números ao repeti-los?
  12. Pronuncia errado palavras longas, na fala ou na leitura?
  13. Esquece o nome das pessoas quando acaba de ser apresentado?
  14. Perde a linha ao ler, tendo que usar os dedos ou a régua como apoio?
  15. Comete erros na cópia?
  16. Na escola, prefere instruções verbais, por desenho e diagramas, do que orais?
  17. Pulando uma palavra na leitura, fica com a visão perturbada?
  18. Sua velocidade de leitura é lenta?
  19. Comete erros quando pensa rápido e fala rápido?
  20. Tem dificuldade ao realizar tarefas que envolvam destreza manual?
  21. É desajeitado?
  22. Confunde ao escrever palavras de significado semelhante, como estante e armário?
  23. Confunde palavras semelhantes na escrita, como mamadeira, madeira?
  24. Acha difícil usar palavras na conversação, achar a palavra certa?
  25. Troca ao falar palavras como mesa e cadeira, palavras de conteúdo semântico semelhante?
  26. Quando lê troca palavras que possuem alguma semelhança, como obter por conseguir, médico por enfermeira?
  27. Organiza seus pensamentos no papel de forma ruim?
  28. Tem a caligrafia ruim?
  29. É o último a ser convocado no time esportivo?
  30. Tem dificuldade com as orientações direita/esquerda?
  31. Tem dificuldade com leitura de mapas?
  32. Ao organizar-se enfrenta problemas, sendo bagunceiro?
  33. Perde chaves freqüentemente?
  34. Esquece datas, horários e compromissos com freqüência?
  35. Tem dificuldade em realizar cálculos sem ajuda dos dedos?
  36. Tem idéias de soluções raras para os problemas, idéias criativas e inovadoras?
  37. Tem dificuldade para memorizar tabuadas?
  38. Quando lê em voz alta, acha mais difícil de compreender?


Resultados do CheCk List

Observamos em nossa prática diária que os indivíduos ditos "normais" não respondem afirmativamente às questões anteriores, ou uma minoria delas, normalmente menos do que 9 questões. Quanto mais questões forem assinaladas, maior é a chance do indivíduo apresentar a dislexia. Temos observado que entre 10 e 15 respostas afirmativas, o grau da patologia pode apresentar-se leve, podendo ter passado desapercebido pelos pais e professores, mas que certamente causou ou ainda causa algum desconforto ao indivíduo. Respostas entre 15 e 25 questões assinaladas podem mostrar um grau moderado de dislexia, onde o indivíduo ressente-se de seu desempenho lexical e tenha talvez recebido atendimento, não necessariamente em área específica da leitura e escrita, como por exemplo, terapia psicológica. Acima de 25 respostas afirmativas teremos fortes indícios da presença da dislexia e os portadores certamente tiveram ou têm grandes dificuldades com a língua portuguesa e a vida escolar, evitando leituras, principalmente em público. Muitos relatam discriminações, inadequações, rejeição e fortes sentimentos de incapacidade, escolhendo profissões aquém de seu real valor. Certamente encontraram soluções para seus problemas ou ainda beneficiar-se-ã o com o tratamento reabilitativo, voltado para suas queixas atuais.

FONTE:http:/ /www.renatajardi ni.com.br/ index.php? id=0

Um comentário:

Anônimo disse...

Importante que os professores tenham método de identificação de crianças disléxicas nas escolas de 1o grau. não existe preocupação destes em avaliar e encaminhar estas crianças que passam a vida se sentindo burras. quanta lástima !!!!
Acorda, secretaria de educação e cultura. Cuide de nossas crianças!!!!

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